A Bossa Invest, ex-Bossanova e uma das principais Venture Capital Early Stage da América Latina, acaba de atingir a marca de 20 exits em 2023, com operação com a Delfos. A startup foi investida pela Contrarian Ventures, gerando retorno de 5,24 vezes do capital investido.

Entre os destaques do ano nas operações de saídas da casa de VC, também estiveram a Medei, com retorno de 30,6 vezes do capital investido, adquirida pela LG Informática; e a SS Telemática, comprada pela Modaxo, com múltiplo de 13 vezes. Em média, as saídas de investimento obtidas pela Bossa este ano levaram 3,02 anos e tiveram uma TIR (Taxa Interna de Retorno) acima dos 40% para seus co-investidores.

Segundo o diretor Financeiro da Bossa Invest, Antonio Patrus, a marca de 20 exits em apenas um ano veio principalmente por dois motivos. “Estamos cada vez mais comprometidos em ajudar no crescimento e desenvolvimento de nossas investidas, ao mesmo tempo em que o mercado está cada vez mais ávido por se conectar com boas startups”, diz.

Para ele, mesmo diante de um cenário ainda em retomada, a tendência é que o investimento em startups feito por corporações (conhecido como CVC, Corporate Venture Capital) ou mesmo a compra dessas empresas inovadoras por companhias já estabelecidas (M&As, sigla em inglês para Mergers and Acquisitions, ou fusões e aquisições) sigam aquecidas em 2024, movimentando o cenário do venture capital.

“É um processo que vem crescendo muito desde a pandemia e segue forte. Nenhuma empresa quer estar alienada às mudanças tecnológicas, que vem acontecendo numa velocidade sem precedentes nesses últimos anos. As startups podem competir com as grandes empresas ou serem aliadas e ajudá-las a atuar com novas tecnologias, crescer em novos segmentos e acelerar a inovação”, pondera.

Dados do último estudo da KPMG sobre fusões e aquisições na América Latina mostra que 45% das empresas e investidores consideram que hoje há uma grande oportunidade para a realização de M&As na região.

Grandes corporações têm mostrado que é muito estratégico atrair startups para seu ecossistema de negócios, mas, conforme alerta o diretor da Bossa, o movimento precisa ser bem feito.

“É importante que as corporações entendam que um pequeno negócio inovador é diferente de uma grande companhia, normalmente mais burocrática. Se não se atentar a isso, a corporação pode inibir a velocidade da startup e prejudicar sua capacidade e agilidade de construir e testar novas soluções”, ressalta.

Ele ainda salienta que o M&A e o CVC são duas das melhores portas de saída para o fundador de uma startup early stage. “Se os fundadores quiserem trilhar outros caminhos, como chegar a um IPO, o esforço é muito maior, pode levar muito mais tempo e será preciso ir muito mais longe em termos de crescimento e de maturação do negócio. Tanto que poucas startups no Brasil conseguiram chegar lá”, avalia.

Por outro lado, as grandes empresas estão dispostas a comprar startups quando elas alcançam certa tração e são estratégicas para o negócio. “Dessa forma, o empreendedor de uma startup promissora pode conseguir, em um período mais curto, fazer uma boa venda para uma corporação”, finaliza o diretor.

 

A trajetória de investimento da Delfos

Com foco no mercado de energia renovável, a Delfos desenvolveu um software com inteligência artificial que analisa dados para otimização de performance e redução de riscos operacionais para usinas eólicas, fotovoltaicas e hidrelétricas, entre outras.


Em 2019, a EDP Ventures se interessou pelas soluções e liderou a rodada junto com BMG e Bossa Invest, no valor de R$1,5 milhão. Em 2021, a startup recebeu R$5 milhões em uma rodada de investimentos liderada pela Domo Invest, com EDP Ventures, BMG Uptech e Bossa Invest.

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Bossa Invest chega à marca de 20º exits em 2023