A agenda ESG, representando os pilares ambiental, social e de governança (Environmental, Social, and Governance, em inglês), tem ganhado notoriedade ao longo dos anos, impulsionada pelo avanço do aquecimento global e pelas redes sociais. A popularização dessa agenda está intrinsecamente ligada ao progresso tecnológico, desempenhando um papel crucial ao manter a população informada sobre os rumos que o planeta Terra está tomando.

Com maior visibilidade do tema, as empresas têm demonstrado crescente preocupação com os princípios do segmento, como indicado no relatório “Tendências de Gestão de Pessoas 2023”, elaborado pelo Great Place to Work em colaboração com a Great People.

O estudo revela que cerca de 23,8% das companhias afirmam não adotar essas práticas, enquanto 18,1% indicam possuir ações de sustentabilidade, mas sem organização ou vínculo a movimentos globais. Adicionalmente, 17,1% estão em fase de diagnóstico, planejamento ou descoberta dos temas relevantes para o negócio, enquanto 16,7% afirmam a intenção de iniciar práticas ESG.

No entanto, o destaque maior está no seguinte dado: 13,7% das instituições indicam estar em estágio avançado em práticas sustentáveis, representando um aumento em relação ao ano anterior (9,6%).

É importante destacar que essas iniciativas não se restringem apenas ao combate ao aquecimento global, mas estão diretamente associadas a melhorias no ambiente de trabalho e à adoção de hábitos corporativos mais benéficos para os funcionários.

Humora

Com foco em contribuir e promover o uso de cannabis medicinal no cotidiano, a Humora é uma das empresas que está comprometida com os princípios de ESG. Com a venda dos produtos, a companhia inclui a compensação das embalagens utilizadas e das emissões de CO2 geradas.

Atualmente, implementou ainda um programa de cashback social, destinando 1% do seu faturamento para iniciativas e associações sociais relevantes, como a Cultive, Associação de Cannabis e Saúde. O projeto promove atividades educativas e pedagógicas com o intuito de disseminar os benefícios terapêuticos da cannabis e amplia o acesso para aqueles que podem se beneficiar do uso da planta no tratamento de suas enfermidades, já que os produtos costumam ter alto custo.

”Estamos muito focadas em cuidar do social e do meio ambiente em si. A Humora tem um propósito que vai além de promover o uso da cannabis no cotidiano. Queremos contribuir para as mudanças necessárias não apenas na nossa sociedade, mas também no planeta Terra. A vida humana depende disso”, destaca a fundadora e CEO da Humora, Ana Júlia Kiss.

Jobecam

Jobecam é uma startup de seleção de talentos que foi idealizada em 2016, pela nordestina Cammila Yochabell. Referência no setor de seleção e D&I, a HRTech torna os processos seletivos mais diversos, justos e eficientes por meio da tecnologia de vídeos anônimos.

A plataforma desenvolvida aumenta em cerca de 70% a diversidade nas empresas e contratações e otimiza o processo em mais de 80%, economizando tempo e dinheiro, isso vale para as pessoas candidatas, mas também para as recrutadoras. As entrevistas acontecem com total sigilo da voz, nome e aparência dos talentos, as vídeo-entrevistas são o grande diferencial da empresa, uma vez que focam totalmente nas reais habilidades, diminuindo qualquer percepção inconsciente.

A startup já auxiliou mais de 200 mil pessoas candidatas, conquistou o Selo de Direitos Humanos e Diversidade pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo (SMDHC), e participou do Fórum Global de Inclusão 2022, como a única HRTech brasileira representando o país.

“O principal objetivo da Jobecam é usar a tecnologia à favor da diversidade e inclusão de forma a ajudar pessoas que veem as entrevistas como uma barreira por conta do preconceito. Estamos transformando a IA em algo mais humanizado, sem vieses e que acima de tudo valorize as experiências e qualidades das pessoas candidatas” explica a CEO e fundadora da Jobecam, Cammila Yochabell.

CodeBit

Fundada em 2011, a CodeBit nasceu com o propósito de utilizar a tecnologia como catalisadora social, tendo um impacto positivo na sociedade através de sua atuação. Com mais de 50 clientes e diversos cases de sucesso, como Médico Sem Fronteiras, Fundação Itaú, Instituto Natura, Instituto Ayrton Senna, dentre outros, diversas iniciativas foram realizadas ao longo dos anos por meio das soluções tecnológicas desenvolvidas pela empresa, como uma plataforma que agilizou a conversão de livros para o formato braille junto à Fundação Dorina Nowill, referência mundial em ações inclusivas para pessoas cegas ou de baixa visão. Hoje, cerca de 90% dos clientes da startup são organizações sem fins lucrativos.

“Um dos nossos objetivos é o de conscientizar as empresas a serem um fator de mudança para o mundo. Temos a responsabilidade de mostrar o que fazemos e, quem sabe, inspirar outras iniciativas, já que boa parte dos nossos projetos são de viés cultural ou social”, ressalta CEO e fundador da CodeBit, Heitor Cunha.

Newa

Newa é uma empresa de consultoria especializada em DE&I e saúde emocional para as organizações. A empresa de impacto social prepara as organizações por meio de sensibilizações, workshops, treinamentos e consultorias de diversidade com o propósito de construir uma sociedade mais justa e com mais equidade. 

Ligada com o pilar S do ESG, que muitas vezes é confundido como sustentabilidade, a Newa atua no desenvolvimento de lideranças compassivas e na construção de ambientes mais inclusivos e psicologicamente seguros a partir do florescimento humano.

A empresa é liderada pela CEO Carine Roos, mestre em Gênero pela London School of Economics and Political Science – LSE. A CEO tem como missão preparar líderes para que a Diversidade e a Inclusão sejam uma realidade imediata nas organizações.

“Pensar no colaborador por meio de uma liderança humanizada voltada para entender as necessidades dele, é algo que se mostra necessário nas organizações. Isso porque quando o colaborador se sente escutado, valorizado, pertencente, isso se traduz em felicidade, engajamento e uma maior humanização do ambiente”, explica Carine.

Food To Save

Um dos fatores mais graves para as mudanças climáticas é o desperdício de comida. Esse tipo de descarte é o terceiro maior emissor de CO2 (Gás Carbônico) do mundo e segundo uma pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2021, aproximadamente 10% das emissões globais de gases de efeito estufa estão associadas às comidas que não são consumidas. No Brasil, 30% de todo o alimento produzido é desperdiçado.

Enfrentando esse cenário de desperdício, a Food To Save é o app nº 1 no combate ao desperdício de alimentos e já evitou o descarte de mais de 2 mil toneladas de alimentos. A foodtech atua como elo entre estabelecimentos com excedentes de produção e/ou produtos próximos à data de validade, mas que estão em boas condições para serem consumidos.

“O propósito da Food To Save é democratizar o acesso ao alimento, ao mesmo tempo em que atua em prol de hábitos mais sustentáveis para a população e contribui com o meio ambiente, diminuindo também as emissões de CO2”, diz CEO e cofundador da foodtech, Lucas Infante,.

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Em meio à ebulição global, a agenda ESG é urgente para startups