A fintech Conta Simples começou 2024 embolsando mais de R$ 200 milhões. A startup fechou uma nova rodada de captação, o primeiro grande aporte no Brasil — e na América Latina — neste ano que começa. Liderada pela Base10 Partners, gestora de São Francisco, nos Estados Unidos, que já investiu no Nubank, e com a participação de nomes como a JAM Fund, o fundo do investidor e fundador do Tinder, Justin Mateen, o aporte foi de US$ 41,5 milhões.

Os recursos serão usados para acelerar a expansão da Conta Simples, que tem um cartão corporativo e faz um serviço de gerenciamento de gastos das empresas, que somam 30 mil clientes.

A fintech, que recebeu no final de 2023 autorização do Banco Central para operar no crédito, também quer aumentar o desenvolvimento de produtos e vai usar parte do dinheiro para contratações, incluindo de engenheiros. Outra meta, mais a médio prazo, é crescer com a aquisição de empresas no mercado, afirma o CEO e cofundador, Rodrigo Tognini.

O CEO e cofundador da Conta Simples, Rodrigo Tognini Foto: Divulgação/Conta Simples

A Conta Simples nem precisou ir ao mercado e abrir um processo formal para captar os novos recursos. Os próprios investidores que já haviam colocado dinheiro na empresa começaram as conversas para uma nova rodada de aporte, agora na série B. A última rodada (séria A) foi em 2021, quando captou R$ 126 milhões.

Segundo Tognini, esses recursos ainda estavam sendo usados e não havia uma necessidade imediata de dinheiro novo, mas considerando os planos de crescimento, o caixa poderia ficar apertado. “Caixa adicional dá mais combustível, e é possível acelerar alguns movimentos, além de poder pensar em projetos de médio e longo prazo”, afirma o fundador.

A diferença principal entre as duas rodadas é que, na de 2021, a JAM liderou o aporte, enquanto agora o líder foi a Base10 Partners, que na época usou recursos de um fundo para empresas em estágios iniciais e agora utilizou o fundo de crescimento, o segundo aporte dessa carteira no Brasil depois do Nubank. As gestoras Valor Capital, Domo, que está lançando um novo fundo, Y Combinator, Big Bets e Broadhaven também participaram. “Muitos investidores entraram lá atrás quando a companhia foi fundada e vem acompanhando até hoje”, comenta a diretora financeira, Taeli Klaumann.

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A Conta Simples atingiu ao final de 2023 seu ponto de equilíbrio financeiro, fator que passou a ser decisivo para startups atraírem investidores. O chamado “breakeven” veio um ano antes do previsto. “Tivemos um ano positivo de resultados, acima das nossas projeções, tanto no crescimento da receita quanto no controle de caixa”, afirma Tognini. Perguntado sobre planos de abertura de capital (IPO, em inglês), ele comenta que é uma meta de “médio e longo prazo”.

A fintech nasceu em 2018, primeiro oferecendo uma conta digital, que evoluiu para um cartão corporativo e agora se transformou em uma prestadora de serviços para pessoas jurídicas. Com os novos recursos, quer buscar empresas maiores.

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Fintech Conta Simples capta R$ 200 milhões, primeiro grande aporte da América Latina em 2024