O investidor começa a última semana de 2023 no aguardo de medidas do Ministério da Fazenda para compensar a desoneração da folha de pagamentos. O objetivo da equipe econômica é garantir a meta fiscal de déficit zero em 2024.

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Nos próximos dias, a agenda prevê o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA-15) de dezembro e dados do mercado de trabalho, com Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e taxa de desemprego de novembro. Já a liquidez fica reduzida.

No exterior, o radar detecta quase 90% de chances de o Federal Reserve (Fed, banco central estadunidense) iniciar o ciclo de cortes de juros em março, conforme monitoramento do CME Group. A ferramenta também aponta o cenário mais provável de uma baixa acumulada de 150 pontos-base em 2024.

A volta do feriado de Natal mostra um pregão morno nos mercados mundiais nesta manhã. As bolsas da Europa seguem fechadas e os mercados que operam hoje mostram pouca liquidez e agenda esvaziada. Na Ásia, as bolsas fecharam com sinais divergentes, mostrando a cautela dos investidores com as iniciativas do governo de regulação do setor privado, como foi feito na semana passada com as apostas online.

Nos Estados Unidos, os juros dos Treasuries (títulos da dívida americana) registram baixa nos vencimentos mais longos, enquanto os futuros dos principais índices de ações avançam levemente.

O dólar opera sem sinal único ante moedas pelo mundo, com os investidores ainda atentos à política monetária do Fed. A curva futura já embute quase 90% de chance de o BC americano iniciar o ciclo de cortes de juros em março, conforme indica plataforma de monitoramento do CME Group.

No Brasil

A última semana de 2023 deve ser de ritmo mais lento nesta terça-feira (26), com liquidez reduzida e agenda escassa. Ainda assim, o dia começa com alguns indicadores econômicos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e com a divulgação do Boletim Focus, do Banco Central, também o último do ano.

Embora o petróleo oscile entre pequenas altas e baixas desde a madrugada, o ponto positivo para a Bolsa hoje deve ser os ganhos do minério de ferro na Ásia. A commodity disparou 3% em Dalian, na China, ainda refletindo a expectativa de adoção de novas medidas econômicas.

Os ganhos podem dar fôlego às ações da Vale (VALE3) e siderúrgicas, com chances de impulsionar também os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4). Os mercados de câmbio e juros devem acompanhar as oscilações dos ativos no exterior, que por enquanto mostram oscilações leves ou moderadas.

Agenda

A agenda do dia contempla o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) na terceira quadrissemana de dezembro, o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) fechado do mês e a Sondagem da Construção, divulgados pela FGV.

E devido ao feriado do Natal, o Banco Central (BC) divulga hoje o Boletim Focus da semana. À tarde, às 15h, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) publica os dados semanais da balança comercial.

Nos Estados Unidos, o Fed divulga dados do Índice de Atividade Industrial de novembro e a Sondagem de Serviços da regional de Filadélfia, ambos às 10h30. Às 11h, a S&P-CS publica dados de preços residenciais e às 12h, o Fed de Dallas divulga a Sondagem Industrial.

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